Desde sempre que Joana sentia o fascínio pelo mar. Várias vezes por semana tinha necessidade daquela maresia, do salitre e da areia entre os dedos dos pés. A frescura daqueles momentos preenchia-lhe o resto do dia e era o suficiente para a fazer andar com um daqueles sorrisos "hoje não há nada nem ninguém que me mande a baixo". Era mesmo assim.
Contudo, Joana continuava à procura. Apesar do mar ser o seu amante, Joana gostaria de poder partilhar com alguém aquela imensidão azul, selvagem e fria. O seu interior sentia-se revolto e vasto, tal como o seu amante. Desejava ter alguém, AQUELE que se banhasse horas sem fim no seu mar, o mar deles.
O vento volta a bater-lhe na cara, vem de Noroeste. Como acordada por um despertador, Joana apercebe-se que muito passa das três da tarde. Já devia ter entrado há horas.
-Pensa, Joana! Ainda tens que te enfiar no carro, conduzir o mais depressa que possas, entrar no edifício e correr para o elevador! Vais ser despedida. Já sabes que a vida é preenchida de consequências e imprevistos. Respira fundo três vezes!
O vento ameniza-se. A areia parece-lhe mais leve, mais quente, sempre acolhedora. Ignorando a sua consciência, Joana arregaça as calças, lentamente, deixando que a sua pele se habitue ao frio que ela quase não sente. Desfazendo-se do blusão corre a passos largos em direcção ao SEU mar, o seu amante.
Os pensamentos, as consequências, os imprevistos desvanecem-se. Assim acontecesse também com a falta de aguém.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
espero sinceramente que tenham passado um bom dia com a vossa cara-metade.
é sempre preciso ter aquele dia em que nos sentimos parte do grupo feliz de casais que oferece um presente ao seu amado(a). quase que deixamos de estar permitidos a oferecer algo mais fora desses dias! é preciso ter um dia. basta um dia entre o carnaval e a páscoa para que o comércio tradiconal apimente a nossa relação ou que a torne muito mais duradoura. um casal sem um jantar romântico num restaurante apinhado não é um verdadeiro casal apaixonado. precisamos do dia 14 para andar na rua, com aquela cara de parvos e passearmo-nos para verem que afinal somos dos sortudos, não passamos o dia sozinhos. e depois é sempre o vermelho, o encarnado, o carmim, o rosa, o rosa bebé e mil e um tons compreendidos entre esses. as montras tornam-se monótonas, com ursos enormes a dizer "Amo-te" e almofadas felpudas que têm escrito "Para sempre tua".(Completamente deprimente, devo confessar).
Juro que não sou uma pessoa fria. o amor, a seguir ao dinheiro, move o mundo. o problema é que dias dedicados ao dinheiro são todos e ao amor também deviam ser.
Mesmo assim, obrigada F. gosto de ti.
é sempre preciso ter aquele dia em que nos sentimos parte do grupo feliz de casais que oferece um presente ao seu amado(a). quase que deixamos de estar permitidos a oferecer algo mais fora desses dias! é preciso ter um dia. basta um dia entre o carnaval e a páscoa para que o comércio tradiconal apimente a nossa relação ou que a torne muito mais duradoura. um casal sem um jantar romântico num restaurante apinhado não é um verdadeiro casal apaixonado. precisamos do dia 14 para andar na rua, com aquela cara de parvos e passearmo-nos para verem que afinal somos dos sortudos, não passamos o dia sozinhos. e depois é sempre o vermelho, o encarnado, o carmim, o rosa, o rosa bebé e mil e um tons compreendidos entre esses. as montras tornam-se monótonas, com ursos enormes a dizer "Amo-te" e almofadas felpudas que têm escrito "Para sempre tua".(Completamente deprimente, devo confessar).
Juro que não sou uma pessoa fria. o amor, a seguir ao dinheiro, move o mundo. o problema é que dias dedicados ao dinheiro são todos e ao amor também deviam ser.
Mesmo assim, obrigada F. gosto de ti.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
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