quarta-feira, 23 de abril de 2008

A little respect

We can make love not war
And live at peace with your hearts
I'm so in love with you
I'll be forever blue
What religion or reason
Could drive a man to forsake his lover?

domingo, 13 de abril de 2008

another lonely day

há aqueles dias em que parece que não pertencemos a nenhum mundo. que todos os mundos são estranhos e que não é possível sentirmo-nos confortáveis em nenhum desses mundos. acordamos tão deslocados que achamos que somos as pessoas mais infelizes do mundo. e escondemo-nos. de toda a gente, e muitas vezes, até de nós. choramos a ouvir música ou a ver fotografias, achamo-nos tão vulneráveis como um bebé recém-nascido. e se calhar até somos. nesses dias, paira no ar a sensação de que não podemos controlar o tempo, que a idade passa por nós e só nos quer fazer mais velhos, sem dó nem piedade. envelhecemos 30 anos e ficamos petrificados com o peso das recordações. e existe sempre também aquele grito surdo que nos mata por dentro e que nunca se ouve. nesses dias, quatro paredes podem parecer a maior sala ou o nicho mais pequeno. olhar uma parede branca pode ser o melhor remédio, ou não : podemos ficar a pensar em quatro mil coisas ao mesmo tempo, encadeamo-las e concluimos que a existência é tão abstracta quanto o amor. não nos apetece falar com ninguém mas desejávamos desesparadamente que alguém nos compreendesse em silêncio e que não nos julgasse por não nos conseguirmos explicar. a explicação só vem baralhar. os segredos dóiem-nos como pequenos tumores alojados e não ha posição que nos satisfaça. respondemos mal a toda a gente (é sem querer!) e toda a gente nos faz sentir ainda mais miseráveis. não somos boas companhias. há dias assim.