domingo, 7 de setembro de 2008
Sea and the Rhythm
Muitas vezes é o tempo que nos faz ter uma vida. É a maneira como aproveitamos este tempo que vai dar sentido a todos os momentos que partilhamos com aqueles que mais queremos. É o tempo que nos faz valorizar a existência e todos os dias desejar ter mais tempo para viver, mais tempo para perdoar e aprender, mais tempo para ensinar. E quanto mais tempo temos mais o desperdiçamos, mais gastamos, mais nos lastimamos. Porque todos desejaríamos apenas que o tempo parásse para não termos que enfrentar o crescimento, a responsabilização e a sensação de efemeridade com que muitas vezes acordamos.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Warning Sign
Todos os dias me tento esconder. Tento esconder de mim própria a solidão, a tristeza e a mágoa.
São tudo máscaras. São elas que me protegem de cair em mim e de me interrogar vezes sem conta da razão, da finalidade ou justificação pela qual me trataste assim. Dia após dia quase me arrependo de me conheceres tão bem. Quero que me esqueças. Já desejei que acabasses sozinho, sem ninguém, de maneira a sentires a dor de perderes alguém. O passar dos dias é doloroso e há momentos em que só te queria de novo ao pé de mim e sentir que és apenas meu, que a traição é apenas um mito e que nunca serias capaz de o fazer de novo. Mas conseguiste destruir toda a minha confiança, quase que me conseguiste destruir.
Contudo, todos os dias quando acordo, depois de olhar em volta para todas as recordações de uma felicidade aparentemente indelével, penso que tenho que ser forte. Penso, abro o armário e escolho mais uma máscara, uma máscara que me vai acompanhar durante mais um dia em que não posso aparentar pesar para não ter que ouvir repetidas vezes que "ele não merece", "ele também não pensou na vossa felicidade" ou "tens é que seguir em frente", como se fosse fácil, como se fosse automático e perfeitamente programável.
Este esconde-esconde comigo mesma tem que acabar, vou enloquecer, mas também não tenho forças para me dar a conhecer. É tão doloroso sentir a vulnerabilidade de uma confissão, a fragilidade da partilha dos pequenos segredos e pormenores que nos fazem um todo.
São tudo máscaras. São elas que me protegem de cair em mim e de me interrogar vezes sem conta da razão, da finalidade ou justificação pela qual me trataste assim. Dia após dia quase me arrependo de me conheceres tão bem. Quero que me esqueças. Já desejei que acabasses sozinho, sem ninguém, de maneira a sentires a dor de perderes alguém. O passar dos dias é doloroso e há momentos em que só te queria de novo ao pé de mim e sentir que és apenas meu, que a traição é apenas um mito e que nunca serias capaz de o fazer de novo. Mas conseguiste destruir toda a minha confiança, quase que me conseguiste destruir.
Contudo, todos os dias quando acordo, depois de olhar em volta para todas as recordações de uma felicidade aparentemente indelével, penso que tenho que ser forte. Penso, abro o armário e escolho mais uma máscara, uma máscara que me vai acompanhar durante mais um dia em que não posso aparentar pesar para não ter que ouvir repetidas vezes que "ele não merece", "ele também não pensou na vossa felicidade" ou "tens é que seguir em frente", como se fosse fácil, como se fosse automático e perfeitamente programável.
Este esconde-esconde comigo mesma tem que acabar, vou enloquecer, mas também não tenho forças para me dar a conhecer. É tão doloroso sentir a vulnerabilidade de uma confissão, a fragilidade da partilha dos pequenos segredos e pormenores que nos fazem um todo.
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