Domingo, 12 de Julho de 2009

Gold For The Price Of Silver

Vou tentar reproduzir.
Não sei o que se passou naquele momento. A luz entrava levemente pelas frestas dos estores e o quarto estava quente.
Tu estavas ao meu lado, respiravas devagarinho, baixinho, quase sussuravas.
Lembro-me que quis ficar assim para sempre. Tive mil ímpetos de me levantar e agarrar uma folha. Na minha cabeça comecei uma novela que começava e acabava em ti.
Detida pelo conforto da cama e pela tua presença adormecida, resolvi ficar a olhar para ti. Poder contemplar-te com a luz do amanhecer, depois de uma noite inteira de contacto ardente é algo que me preeenche. Falei contigo, beijei-te, aconcheguei-me em ti. Tu estavas nesse teu mundo paralelo, certamente a sonhar comigo.
Recebes-me sempre tão bem.
Amor verdadeiro. Lembro-me de ter chorado. Chorei porque ao antever o meu futuro, tu fazias parte de todas as imagens. Chorei. Quero reter aquele momento para sempre em mim. Não há nada mais verdadeiro que a saudade.
A minha saudade, essa já vem antes de tempo.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Deixas Em Mim Tanto De Ti

Hoje olhei para a fotografia do Natal, não sei se era bem do Natal, o que interessa é que estávamos todos. Todos. A avó, o avô, a tia Candidinha, (o tio Álvaro), o tio Zé, a tia Mª Amélia, a tia Cristina e o tio Pedro, a mãe, o pai, a Isabel, a Rita e o primo Chico, os miúdos, a Sofia, toda a gente.
A cada ano vejo a fotografia a encolher, isto é, as pessoas parece que desvanecem, que vão desaparecendo, deixando apenas o resto daquilo que foram. As ligações enfraquecem-se e não há quem faça o esforço necessário para as reatar.
E a sensação da perda é o pior. É saber que não há retorno.
Nunca há ninguém que encare a morte de uma maneira tranquila, sem pesos na consciência. Pensamos sempre que poderíamos ter feito alguma coisa mais. Podíamos ter dito algo mais, podíamos ter tocado mais uma vez, presentear alguém com um sorriso sincero.
Nunca acontece.
No momento em que o caixão desce e é coberto com terra, só nos resta agradecer o que passámos com aquela pessoa. Só nos resta reviver os momentos, como se de uma película cinematográfica se tratasse.
Aprendemos a encarar que, à medida que crescemos, a morte se afigura como algo quase constante. Algo cada vez mais doloroso devido ao tempo dispensado nas relações. Questionamo-nos se a imortalidade vale a pena. Certamente não valerá. Seria impossível aguentar tantas perdas seguidas, seria infrutífero criar laços, amar, dar de nós.
Quando estamos mais fracos é quando aprendemos mais. Uma aprendizagem dolorosa mas sempre fortificante.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

A Change

Quero fazer amor contigo ao amanhecer. Apetece-me guardar o teu cheiro comigo durante todo o dia. Deixa-me abrir as janelas e ver o mar, tipo espelho, reflectindo os raios da manhã.
Tapa-me com os lençóis azuis da cama onde dormes quase sempre sem mim. Abraça-me até eu voltar a adormecer no teu calor. Posso andar nua pela tua casa? (olha para mim as vezes que quiseres) Come-me com os olhos, faz-me festinhas e dá-me os teus beijos suculentos. Quero-te morder, tocar-te devagarinho e quem sabe, sentir o teu cabelo ainda com sabor a sal.
Quero fazer amor contigo, sempre, já disse.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Don't Go

quero agarrar esta felicidade. evitar que ela escape por entre os dedos como faz sempre. gostava de poder guardá-la num saco, assim teria a certeza de que nunca se dissolveria.
tenho vontade de memorizar cada dia, de dormir contigo cada noite, de me lembrar de cada beijo.
e serei sempre assim.. quando sinto que estou bem penso sempre que é apenas felicidade momentânea que, sooner or later se vai embora. sou má ao ponto de achar que não posso ser feliz, que não tenho esse direito.
e encontrei-te
agora que te tenho sei que sou feliz, tenho medo, não quero que vás.
tenho força, "a força de mil homens" para perceber que é contigo que quero ficar e que preencheste todos os vazios que eu tinha no meu interior.
mal posso esperar

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Velha Infância

Não faço a mínima ideia do tempo que passou desde a última vez que escrevi.
Ando outra vez imersa na rapidez com que passam os dias e se sucedem as semanas. E assim, a vida passa, mais depressa do que o suposto, sem a aproveitarmos o suficiente para, no dia da nossa morte, podermos morrer com um sorriso estupidamente feliz estampado no rosto.
Sinto-me sempre nostálgica de cada vez que remexo as fotografias que tenho. Por vezes chego a ter vontade de conhecer as pessoas que me acenam, que sorriem comigo, que dizem "cheese", que me beijam, que estão sempre presentes. Parece que tudo aconteceu numa outra vida, lá bem longe onde todas as tardes eram passadas com os problemas ridículos e apetitosos do dia a dia. O meu maior medo é não conseguir recuperar essa felicidade espontânea, é ter a desconfiança como elemento permanente da minha existência.

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Passou mais um mês, quase sem eu dar conta.
Vai ser sempre assim?

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Sexual Healing

Passo tanto tempo sem ti que me chego a perder no erotismo de um simples beijo.
(...)
Vagueio com uma enorme vontade de tocar alguém que me queira.


16 de Abril de 2009