quarta-feira, 4 de novembro de 2026

12/05/2025

Saltei da prancha alta

Para o lago que não tinha fundo

E eu que achava que sabia nadar

Flutuar, pedir ajuda

Acabei afogada em mim própria

Sem conseguir libertar-me das camadas de roupa pesada

Do pânico

Imóvel e petrificada

Assistindo à luta do lugar do espectador

Enquanto me fundia com o verde opaco da água,

que de tão fria já se tinha

tornado quase confortável.






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