Saltei da prancha alta
Para o lago que não tinha fundo
E eu que achava que sabia nadar
Flutuar, pedir ajuda
Acabei afogada em mim própria
Sem conseguir libertar-me das camadas de roupa pesada
Do pânico
Imóvel e petrificada
Assistindo à luta do lugar do espectador
Enquanto me fundia com o verde opaco da água,
que de tão fria já se tinha
tornado quase confortável.