As vezes pergunto-me se já aconteceu a última vez em que senti a quase faísca de tocar alguém pela primeira vez. De despir alguém sem saber a rotina, de tocar a pele de galinha nuns braços que se vêem nus do que os protegia.
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terça-feira, 17 de setembro de 2024
sábado, 10 de setembro de 2022
A praia
Hoje será, muito provavelmente, o nosso último dia de praia das férias. Escrevo esta frase melancolicamente enquanto imagino a despedida. Costas viradas para o areal longo, o mar bravo espalhando as suas gotículas de sal e os cabelos revoltos, despenteados da brisa salgada.
Despeço-me também do encanto que foi ver a praia através dos olhos dela. A felicidade das coisas simples: a piscina na maré vazia, as pazadas de areia, as sestas debaixo do chapéu enquanto o vento belisca o pano que o tapa.
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
My Jinji
Como posso explicar que apesar de tudo o que tenho, há dias em que acordo num sobressalto, com a tua imagem tão viva?
Como posso explicar que os sonhos se encarreiram assim desta forma, tentando apresentar-me explicações para aquilo que ficou por saber?
Como posso explicar que às vezes, depois de acordar subitamente, sei que te vi? Que fico esticada na cama à espera de adormecer rapidamente, uma outra vez, só para te continuar a olhar - os teus fios de ouro ao sol...
Como posso explicar que ver a tua cara e o teu pescoço bronzeados é como conseguir aproximar-me de uma porta que ficou fechada sem chave?
Como posso explicar que os sonhos se encarreiram assim desta forma, tentando apresentar-me explicações para aquilo que ficou por saber?
Como posso explicar que às vezes, depois de acordar subitamente, sei que te vi? Que fico esticada na cama à espera de adormecer rapidamente, uma outra vez, só para te continuar a olhar - os teus fios de ouro ao sol...
Como posso explicar que ver a tua cara e o teu pescoço bronzeados é como conseguir aproximar-me de uma porta que ficou fechada sem chave?
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Into Dust
Conclui então que não te amo cada dia mais como normalmente dizem os casais apaixonados.
Para nós, cada dia se tornou apenas mais um dia que passa no embalo da rotina de quem vive junto e pouco tem para explorar.
Passo a pente fino todas as oportunidades que teria para me reinventar para encontrar alguém com quem me identificasse intelectualmente, com quem pudesse ficar nua no sofá a ouvir bossa nova e a ler infinitamente. Com quem pudesse cantar no banho e libertar-me de todos os constrangimentos da nossa falta de espontaneidade.
Acalmar este tornado que não pára de girar.
Oscilo entre a ideia de amor para sempre e todas as possibilidades de poder sentir aquilo que nunca senti. As pessoas especiais que se cruzam no meu caminho e a vontade de chegar a casa e de tu estares cá.
A estagnação versus a multiplicidade.
O poder recriar-me de cada vez e a vontade de nada ter de explicar, porque já sabes que assim sou.
O sair sem olhar para trás e o voltar para o cheiro que conheço.
A paixão e o companheirismo.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Caminho de Voltar
Vou-te então escrever sobre a minha última viagem, para te tentar explicar que não foi um sonho o que acabou de acontecer.
Na terra dos mil sorrisos, fartei-me de rir contigo. Sentada na mota, com o vento pegajoso a colar-me os cabelos à cara, fui absorvendo cada detalhe do percurso. Vivendo no presente, sem antecipar nenhum momento, nada do que se ia passar, inteiramente entregue à tua escolha e vontade.
Vi as estacas, os tectos de palha, as scooters e senti o cheiro a churrasco. Vi as árvores do pântano e o céu cada vez mais carregado, a orquestrar, a preparar...
Senti cada momento daquela viagem, cada toque acidental do meu peito contra as tuas costas e os arranques inesperados da mota que me obrigavam a agarrar-te e a entrelaçar os meus dedos na tua barriga.
Impossível é de descrever os mil sabores do caril verde e o coco adocicado do batido de manga. Tu enquadrado na paisagem da ilha que atrás de ti ia escurecendo a pouco e pouco. Os teus lábios.
O vento nas pestanas, a minha cara fria e tudo voando, voando enquanto deslizávamos pela floresta em direcção a outras paragens.
Mostraste-me a praia de noite e entre as ondas que iam e vinham a natureza tratou de nos fazer testemunhas do espectáculo lindo que tinha preparado só para quem estivesse atento: uma trovoada distante, sem som. Uma sucessão de clarões que iluminavam as nuvens como se de uma montagem de luzes se tratasse. Apreciei o nosso silêncio e como me sinto confortável nele. Como é cheio mas tão leve.
Até juntos estivemos nos momentos que nos são alheios. A música alta, a falta de substância e as ruas iluminadas, apinhadas, apinhadas. E até aí encontramos um pequeno recanto para voltarmos a partilhar o que ambos gostamos sentados numa mesa de plástico e banquinhos lado a lado onde eu juro que senti o tempo a parar.
A tua confiança, o teu à vontade e o cheiro que ficou na tua camisa depois desta noite, envolveram-me num abraço cheio de ti. Cheio de nós, no qual eu consegui perceber que também não foram acidentais os teus dedos nas minhas pernas ou a tua mão a procurar-me numa rua movimentada.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Justo Agora
Há quatro anos que és o meu amante cerebral. Não espero do teu lado carinho, amor ou pés aquecidos mas sim que me dês ar, uma bomba de oxigénio puro, cheio, qualquer coisa entre uma brisa marinha e a aragem a relva de um prado.
O meu cérebro precisa de ti. Não todos os dias, não todas as semanas mas sempre que algo é mais complexo, maior do que as palavras. Quando as ideias não passam de flashes na minha cabeça, quando preciso de discorrer sobre tudo aquilo que quero e não quero fazer a seguir. Quando preciso de sair da vida real.
Alimento-me das tuas palavras e dos teus planos. Imagino a vida que tens quando não estamos conectados ou a vida que perdi quando decidi não te escolher.
Nunca quero que deixes de me atiçar e de me fazer querer ser melhor. Quero-me corresponder contigo para sempre, como dois apaixonados separados por um continente, como se os meus postais tivessem de viajar no porão de grande barco de madeira, da Europa para as Américas distantes, quiçá tropicais.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Death with dignity
Sonhei contigo toda a noite. Com os teus cabelos dourados ao sol, com o cheiro da tua pele depois do mar e com a tranquilidade que sempre tinhas no teu olhar. Aquela serenidade, que encontro tão poucas vezes. Já não te revisitava há meses. A cisão foi tão forte que me proíbo de pensar em ti. Foste amor forte, potente, viciante, doloroso. Foste luz e sombra.
Mas hoje deixei-me ir.
Cada vez que voltava à realidade, ao meu quarto escuro, ao cansaço do meu corpo, forçava-me a adormecer para voltar a ti. Para te ver, para sentir que existes em mais locais do que na minha memória, nem que seja temporariamente, anualmente nos meus sonhos.
Eu gostava de saber... se nunca mais pensaste em mim, se me conseguiste apagar completamente das tuas recordações. Porque eu não. Revisito as poucas fotografias que tenho tuas e tento reconstruir todos os pormenores do dia em que ficaste para sempre em imagem.
E sabes o que é pior? Eu digo-te
Acordar com aquela sensação agridoce.. a pessoa que está ao meu lado na cama não és tu. A pessoa com a qual reconstruí a minha vida não és tu. Onde estás tu? O que fizeste nos últimos 4 anos? Meu vício, minha destruição, meu pesar no coração.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Para abrires dia 29 de Outubro de 2015
Sempre que falamos fico a sentir
um misto de fragilidade e força. Se por um lado tocas nos meus pontos mais frágeis
com uma maestria cirúrgica como se me conhecesses há anos; por outro lado
impulsionas-me a todos os dias a pensar em mim, a embarcar numa reflexão que
devo ter agora.
De todas as vezes que estamos
juntos, saio impressionada com o controlo que tens sobre o teu discurso, sem
nunca o interromperes para ligares ideias ou substituíres a palavra que afinal não
descrevia exactamente aquilo que querias dizer.
Esta vez não foi excepção.
De todas as vezes, fico eu com a
sensação que não consegui dizer tudo. Que queria ter ficado contigo mais seis,
oito, nove horas a falar, até não termos mais nada para dizer.
Esta vez não foi excepção.
Hoje deixaste-me mesmo de rastos
pois conclui que, ao contrário de ti, não tenho em mim a força para ir. Posso
ter a força para deixar o «todos os dias», mas não tenho a força para, sozinha,
ir por aí em busca daquilo que sou e, com tanta clareza como a tua, definir o
que quero para mim a seguir. Às vezes acho que sou uma alma velha num corpo
novo.
Admiro a tua garra para dizeres
que poucas coisas te prendem e que tens de ir. Que agora é o momento. 24 anos
são o momento. Leva essa garra contigo. Agarra-te a ela quando sentires
saudades e quando achares que é momento de voltar. Não regresses da primeira
vez que sentires que é momento de voltar, não vaciles na segunda vez que isso te
acontecer. Porque só a partir daí te vais transformar naquilo que te esperas
tornar.
Espalha a bondade por onde quer
que vás. Experimenta as mil e uma coisas em que podes ser bom. Abraça aquilo
que despertar os teus sentidos. Liga-me quando quiseres companhia. Quando
regressares, regressa cheio e pleno.
Tinha vontade de partir contigo e
de te ir descobrindo ao longo do caminho.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Svefn -g-englar
Não criar bagagem
Para não perder bagagem
Para não deixar que me deixes sozinha
Com a nossa bagagem.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
The Weight of My Words
Costumo defender-me de esoterismos dizendo que só acredito naquilo que vejo e que quando morremos, acabamos. Somos seres vivos, parte da Natureza.
Se por um lado isto é o lógico e o racional, custa-me perceber como pode findar uma vida quando se vive anexando vidas ao longo do caminho.
Isto é, a destruição corporal não pode ser o que define o fim da vida. Se por um lado vida é interacção, vida também é memória... e essa não morre. Pelo menos a enraizada. Por que funcionamos assim, lembramo-nos daquilo que nos marca.
E é impossível esquecer a morte.
Também não sei se a morte terá a força com que a enfrentamos como espectador. Se calhar é ainda maior. Mas há tanta coisa que a morte não leva, tanta coisa que nos vai ligando à vida, mesmo quando a existência física de extinguiu.
A imediatez da morte pode levar a presença do corpo, a rapidez da resposta e o arrepio do toque.
Nunca poderá levar as palavras ditas, os olhares trocados, o sabor da pele e o cheiro da roupa.
Esses preservam-se na nossa máquina dos sentidos, profundeza de memórias, caminho dos sonhos.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
«Do not go gently into that good night/ Rage, rage against the dying of the light.»
Penso em ti mais vezes do que devia. Provavelmente mais vezes do que tu pensas em mim, sem dúvida.
A submissão ao nosso desejo deixou-me marcas.
Tento encontrar-te em todos os sítios para onde olho. E não te vejo.
O objectivo seria só perguntar-te se sentes o mesmo que eu, se pensas no mesmo que eu. Se procuras o meu cheiro bem longe, na memória da noite.
Gostava de saber também se aquilo que dissemos, se as verdades que te contei, ficaram de algum modo gravadas em ti.
Diria que não. Mas precisava de ouvir.
Também queria ouvir que afinal valho a pena e que tudo vale. Tudo vale a pena.
Todos os detalhes, todos os defeitos, todos os pormenores, tudo o que sabes, tudo o que tens para aprender, todas as vezes que acertas, todas as vezes que és desajeitado, que não sabes o que dizer.
Queria que respondesses todas as vezes.
Só sim, vamos
Ou não, não quero saber.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Blindsided
Hoje, como já não fazia há meses, procurei uma razão para ter de falar contigo.
Um livro que tivesses cá deixado, uma mensagem por explicar, uma peça de roupa, qualquer coisa que permitisse a aproximação.
Que levasse a uma entrega em mão, onde eu aproveitasse para chegar perto, sentir o teu cheiro a roupa lavada, visse os teus olhos verdes ou a maneira como o teu bigode bate nos lábios enquanto falas. Tudo isto enquanto me tocavas ao de leve com as pontas dos dedos frias como o teu mês de Janeiro.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Samba do avião
Um dia disse-te que tinha dentro de mim uma moça do Rio de Janeiro que ficava todos os dias a ver o mar da sua varanda em Copacabana, ouvindo Tom Jobim, João Gilberto ou Vinicius..
Prestaste atenção. Mimaste essa moça e por vezes conseguiste fazer com que desviasse o olhar das ondas que teimava em não deixar de observar.
Mas o melhor era quando ficavas com ela também a ver o mar e a ouvir a música ao longe. Quando deixavas que te agarrasse os dedos, contra vontade, e deixavas que te cheirasse a covinha atrás da orelha sem nunca desviar o olhar das ondas, da a imensidão do azul que a acalmava. O mar era o nosso mar. Onde nos entendíamos sem falar. O simbolismo daquilo que fomos.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
I can't make you love me
Ainda cá estás. Não saíste, nem queres, nem vais, nem eu deixo.
Nem eu deixo.
Nem eu consigo.
No outro dia vi-te numa memória antiga. Não te procurei mas apareceste, sem me preparares.
Não estava preparada. Para ter parado. Estacado em ti, naquilo que foste no dia em que me apaixonei por ti. Naquele dia.
Onde estás?
Ainda móis. Todos os dias me acordas da rotina que estabeleci para te esquecer. A verdade talvez seja que todos os dias te procuro. Mesmo sem querer, procuro-te em tudo aquilo que deixaste para trás.
Porra, tenho tantas saudades tuas.
domingo, 25 de novembro de 2012
A manhã seguinte
Muitas vezes te disse que não ia esperar que as coisas se curassem por si próprias. O desencantamento é algo característico do tempo.
Digo antes, semi-desencantamento.
A cura é atenção e alguém que me queira assim. Já não vejo aquele entusiasmo, escreveres na minha mão "Acho que gosto de ti"
Nem tu sabias. Nem sabes o quanto é que isso me mantém. Saber o que sentes. Não quereres procurar ninguém.
Não sabes, nem imaginas o que sinto quando fazemos amor.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Beach Baby
Se pudesse escolher um sítio para vivermos, escolhia a praia. Uma qualquer praia grande, desafogada e vazia. Uma praia para mim e para ti onde tu pudesses pescar e eu apanhar sol, onde tivesses a oportunidade de surfar grandes ondas enquanto eu ficava encostada a uma qualquer rocha a ler um livro. Uma praia onde pudéssemos correr, cair e chorar.
Beach baby.
Na praia acho-te pleno e confortável. Lá, não temos que falar para nos percebermos e o tempo passa mais devagar, quase ao ritmo das ondas que rebentam sem nunca desistirem.
Muro de lamentações, paraíso ou sonho. Eu e tu.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Ar Intch Lav Er
Rasgas, mordes e não desinfectas a ferida que teimaste em abrir. A ausência iminente que insistes em antecipar. O eco das noites já vazias de ti. Abres, brincas, arrancas a crosta quando a ferida já começou a sarar.
És a ferida e parte da cura. Um pau de dois bicos do qual não me posso aproximar de perto nem ver ao longe. Tal como o fogo, atrais. Atrais-me até queimares. Não dá para voltar atrás. Partilhamos a mesma pele.
Cedo.
Cedo.
Cedo.
Já não quero ouvir e não quero saber. Não desisti, a ferida dói. Esgravataste mais uma vez e interrompeste o processo de cura que começa de cada vez que sais porta fora.
Como um masoquista que pisa vidros, eu brinco com o fogo, por prazer. Um fogo fátuo e instável. Um fogo que queima sem dó nem piedade, deixando uma e outra ferida, à espera da cura que ele próprio trará.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Nothing song
Um dia ofereço-te uma bússola para orientares as tuas indecisões. Ofereço-te uma balança para perceberes para que lado pendes mais. Já agora, junto ao pacote um mapa em branco para ires marcando os teus caminhos, becos sem saída e curvas apertadas. Assim já podes continuar sem mim. Desocupo o meu papel como Estrela do Norte e confio-te todo o tempo e espaço que precisas para (re)começar. Sem olhar para trás e ainda a enxugar as lágrimas que caem, afasto-me depressa para que usufruas da tua liberdade plena e sigas aquilo que te faz levantar e andar todos os dias, aquilo com que (achas que) sonhas quando estás acordado e que te faz ter sempre um bloco de apontamentos e uma caneta no bolso do casaco.
terça-feira, 29 de maio de 2012
B.I #5
Mandaste a bomba, deixaste-me vazia, com os ossos a tremer e com a cabeça a andar à roda. Disseste o que eu não queria ouvir e voltei a ficar na posição do elo mais fraco, do elo mais impotente. Uma espécie de bambi que ainda não se perdeu da mãe mas que já chora e sofre por antecipação. Uma espécie de sentença de fim.
Suck it up
Still,
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Tanto tempo II
Eram 19:30 e já não havia luz. O meu Verão durou 7 meses e o choque com a realidade fria mas aconchegante do Outono fez-me parar e tirar dois minutos para olhar em meu redor.
O vento já se tornou frio, as folhas amarelecidas começam a invadir a avenida onde pessoas passeiam ainda de sandálias. As janelas abertas deixam adivinhar o calor que se sente durante o dia, mas as persianas descidas e as crianças de pijama relembram-me o friozinho que senti ontem à noite, quando experimentei dormir com três dedos de fora e o pé a balouçar numa cama vazia de ti.
O vento já se tornou frio, as folhas amarelecidas começam a invadir a avenida onde pessoas passeiam ainda de sandálias. As janelas abertas deixam adivinhar o calor que se sente durante o dia, mas as persianas descidas e as crianças de pijama relembram-me o friozinho que senti ontem à noite, quando experimentei dormir com três dedos de fora e o pé a balouçar numa cama vazia de ti.
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